rose, jack

e que as estrelas errantes são crianças que ignoram a aritmética (Rafael Alberti)

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Localização: Portugal

domingo, outubro 16, 2005

no sol de sophia

nessas tardes
onde a infância acontecia nos poros
soletrávamos o rio a noite nascente
lorca mirou o sangue rasurado
nessas tardes pressentimos o amor

sexta-feira, agosto 05, 2005

Karol

nestes mundos adjacentes
ouvimos coldplay e sentimos
que o convento do amor
é no húmus de sintra
adoro o amor e
karol sê feliz no titanic de sophia

sábado, julho 16, 2005

carta de amor a eugénio

morreste de pijama
viste o sol o sal a escrita e o regaço da mãe
de pijama
estas pessoas não entendem o pijama do poeta
a escrita o gato que lhe lia os precoces versos
seriam assim as perfeitas tardes de poesia

terça-feira, julho 05, 2005

corpo

na noite se tranforma o olhar
conquistámos os muros orvalhados
e as bebedeiras de Nick Cave
amámos a areia de Al Berto
e o sangue demencial jorrou na tarde luminosa
é o que nos move o sangue
o amor é a orquestra o silêncio o azul do lobo
talvez a canção do Pedro

quinta-feira, junho 23, 2005

junho

dias largos
como o sol da rua
na voracidade de feiticeira
me submeto à presença dos rios
dos olhares
apreendo a calma do estio
invento o sol de eugénio

terça-feira, junho 21, 2005

a orquestra continua a tocar

na tepidez do corpo
ouço Keane no caos diluviano
sonhei com a poesia de Sophia
nos tempos felizes exultámos a festa do amor
nesse Kilimanjaro ousei e esventrei o corpo caótico
Titanic afunda-se ao som emergente da
orquestra

quinta-feira, junho 16, 2005

na noite, carlos

e se o sol dos tempos imemoriais
reclamasse a presença dos deuses e de Lorca
invadiria o sol de Delfos
ainda que Junho não tivesse ofertado o sol de Verão
sabes carlos a vida é o teu filho e as filhas do carlos
e os arrabaldes da Madeira e Santiago
sim sei que sabes a notícia
Cunhal morreu e
chove em Santiago